Belo Horizonte – O Tribunal de Contas do Estado publicou Acórdão, nesta terça-feira, 2/09, que deu provimento ao recurso apresentado por Júlio Gori. Por maioria, os Conselheiros excluíram a determinação de ressarcimento de R$ 18.090,00, recebidos como diárias, no período de agosto de 2015 a dezembro de 2016, quando Júlio Gori prestava serviços como motorista da Câmara.
O Tribunal concluiu que as diárias recebidas por ele enquanto exerceu a função de motorista contratado da Câmara Municipal não apresentaram qualquer irregularidade.
Após uma investigação detalhada, o Tribunal de Contas do Estado afirma que as diárias recebidas, no período em que Julio Gori atuou como motorista da Câmara, não violaram nenhuma norma legal.
O pleno do Tribunal entendeu que “não é razoável exigir do motorista a demonstração do interesse público das viagens ou a apresentação de relatórios de comparecimentos a eventos no destino, considerando que sua função era, nos ternos do normativo municipal, transportar, por determinação da chefia do setor de transportes, pessoas e materiais até o destino”.
Acolhendo o recurso e retirando a obrigação do ressarcimento dos valores das verbas “recebidas de boa fé em conformidade com a determinação normativa vigente cujo pagamento foi autorizado pela autoridade competente”
O fato é que, as diárias, recebidas antes de seu mandato como vereador, sempre foram alvo de contendas durante sua carreira política. Ao longo do tempo, tais acusações se tornaram instrumentos utilizados para desqualificar seu trabalho e minar sua imagem política, que se destacava entre a população.
Embora as diárias estivessem dentro dos trâmites legais, as alegações de recebimento indevido de valores foram amplamente exploradas por seus adversários, especialmente após sua ascensão ao cargo de vereador. Nesse período, Júlio Gori se destacou pela combatividade e pelo posicionamento firme e determinado contra possíveis irregularidades no Executivo Municipal.
Durante seu mandato, Júlio Gori se tornou uma figura central na oposição ao governo local, especialmente por sua posição contra a Saneouro. Com determinação, e muitas vezes esbravejando em plenário, denunciou práticas questionáveis em diversas secretarias, buscando sempre garantir a transparência na administração pública. No entanto, suas ações de fiscalização foram acompanhadas por uma tentativa sistemática de enfraquecer sua imagem e sua credibilidade.
As acusações contra ele, não teriam sido feitas por meio dos trâmites legais, por seus acusadores, no entanto, o assunto recebimento indevido de dinheiro público “As Diárias”, eram frequentemente levantadas diretamente em plenário, muitas vezes durante as Reuniões Ordinárias, transmitidas em tempo real no YouTube, um jogo político para levantar a dúvida sobre a lisura diante da opinião pública.
De acordo com o ex-vereador, a decisão do Tribunal de Contas traz alívio não apenas para Júlio Gori, mas também para sua família e todos que o apoiaram ao longo dessa jornada difícil. “Sempre trabalhei com respeito, honestidade, lisura nas minhas ações, mas essas acusações foram usadas como ferramenta maliciosa na tentativa de ferir, manchar minha honra e reputação e afetar minha candidatura à reeleição em 2024. Essa decisão foi um alívio, não só para mim, mas também para minha família e amigos. Agradeço a Deus, à minha família e aos amigos que, mesmo com os ataques, sempre confiaram em mim. Agora, a justiça prova que sou um homem de bem”, declarou o ex-vereador.
A decisão além de ser marco pessoal e político para Júlio Gori. Ele agora é um exemplo que serve de alerta sobre a necessidade de combater a desinformação e o uso de acusações como armas de ataque político. “Infelizmente, as falsas acusações ainda são uma realidade em muitas esferas da política brasileira, e este caso serve como um exemplo de como tais táticas afetam a vida daqueles que, de boa-fé, se dedicam ao serviço público”, desabafou Júlio Gori.
Por Marcelino Castro


