Ouro Preto – Está chegando a hora de ir! Este ano não teremos a presença do Zema no 21 de abril, desta vez será o Mateus Simões, que não é parente do padre!


Aécio Neves ensinou e Zema já lá vai na mesma trilha. Aécio deixou o governo para ser senador, deixando Antônio Anastasia no posto de governador para se reeleger. Aí Anastasia, fez a mesma coisa, deixou Alberto Pinto Coelho e foi ser senador.


Zema vai nos deixar depois de 7 anos vendendo tudo que tinha direito, e nadando na grana das reparações de Brumadinho e Mariana. O Governador felizmente não conseguiu vender a Cemig, ele que acabou se mostrando ruim de paga e ainda joga a culpa em Fernando Pimentel, o qual teve seu mandato sabotado por Temer, que conseguiu agravar as dificuldades financeiras do estado.


A dívida de Minas cresceu com Zema, que ficou de liminar em liminar postergando pagar a dívida, até perceber que poderia colocar o Estado em liquidação. Até o nióbio de sua terra natal, Araxá, ele colocou na recuperação fiscal. Arrochou o funcionalismo, sem aumentos, e quando os servidores vão reclamar ele sempre apregoa que agora recebem os salários em dia. Mas não diz que sacrificou as professorinhas aposentadas, obrigado-as a pagarem ainda mais para terem direito a um plano de Saúde pelo Instituto de Previdência do Estado (Ipsemg), que deixou viaturas sem gasolina e não recompôs o quadro de profissionais da polícia civil, por exemplo.


Com o slogan que “aqui o trem prospera”, Zema “já lá vai tarde!” Para mim, a graça acabou quando ele vendeu a participação do Estado na Helibrás, a única fábrica de helicópteros da América do Sul. Um estado tão grande, a Helibrás poderia estar fornecendo aeronaves para os bombeiros, Polícias, Secretarias de Meio Ambiente, para fiscalizar as minerações clandestinas.


Em Ouro Preto, Zema passou para as mãos da iniciativa privada o Parque do Itacolomi. Seu governo reduziu a área de proteção da reserva do Tripuí e abriu a porteira para a mineração do Botafogo. Sem falar que para o 21 de abril, fechava o trânsito de veículos e pessoas na Barra, Centro e a praça Tiradentes.


Um epsódio inusitado do 21 de abril, foi quando uma senhora moradora da Barra, que seguia para a missa no Pilar, foi abordada por um polícial dizendo que ela não poderia passar por alí. Ela esbravejou, disse que era moradora e que a arma que ela carregava era o terço! Constrangido com a ênfase da senhora o PM a liberou para ir a missa!


Na Mina de Capanema, cobrei o governador as obras do Morro da Forca, depois de me deixar no vácuo, ele respondeu que o DER iria ver a situação da “estrada”, só não ri porque não tem graça, se ele vai ao centro de Convenções entregar as medalhas da Inconfidência, não tem como não ver o Morro da Forca.


Eleição para Secretários?

Todo governo do Angelo Oswaldo é a mesma coisa, pelo menos os 4 que assisti, sempre tem luta de egos entre os secretários, ávidos por se tornarem prefeitos, aí o Angelo volta e eles tem que se contentar em ser apenas secretários. O único que conseguiu sair desse circulo foi Júlio Pimenta, que acabou entregando a prefeitura para o Oswaldo.


Agora parece que a briga tá mais acirrada, pois Angelo Oswaldo não será mais candidato. Há quem diga que já tem movimentos para invisibilizar Regina Braga, que seria a sucessora natural, afinal de contas em 5 mandatos, a única vez que Angelo repetiu o vice foi com ela.


Estou contando isso tudo, pois ontem a fala do vereador Matheus Pacheco (PV) na reunião da Câmara criticou o relacionamento dos vereadores da base com os secretários. Matheus disse que apoiou o prefeito em 2020 e em 2024, que ele trabalhou para que o Angelo e Regina chegassem na prefeitura e se reelegessem. Disse ainda que teve seu rosto na urna, “e hoje, em Ouro Preto, para ser muito franco, acho que vamos ter que fazer eleição municipal para secretários […] tenho percebido que o diálogo, com muitas secretarias, não tem sido da forma que deveria com a Câmara”, desabafou Pacheco.

Foto: Transmissão Youtube da Câmara de Ouro Preto


Explicou também que poderia fazer documentos cobrando posicionamentos, mas como é base do governo está disposto a conversar. Disse que quando o cerco apertar “e ligar pra gente dizendo que precisa de uma reunião urgente, precisa resolver, precisa aquilo, não conte comigo […] infelizmente, muitas das vezes, a gente fica sabendo de muita coisa na rua”.

Veja:


Se o vereador que é do partido do prefeito está reclamando de falta de diálogo, imagine os outros setores! “Ele precisa, o prefeito Angelo, nós precisamos reunir, aí todo mundo que quer contribuir, pra gente avançar e melhorar as política públicas da nossa cidade, e que a gente possa fazer pelo menos o arroz com feijão, porque são vários serviços da nossa cidade que estão comprometidos”, complementou Matheus Pacheco.

Foto: Marcelino Castro