O Sindieletro – Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais reforça o alerta contra a Proposta de Emenda à Constituição – PEC nº 24/2023, conhecida como “PEC do cala a boca”, que será debatida em audiência pública nesta quarta-feira (24), às 10h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Os eletricitários também farão um ato na ALMG, às 9h, para denunciar a política de precarização do plano de saúde dos trabalhadores da ativa e aposentados da Cemig. A retirada de direitos da categoria facilita a privatização da estatal e envolve descumprimento e quebra de contratos. Sindicalistas e trabalhadores vão entregar a pauta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 25/26), na sede da Cemig, e seguirão em passeata até a assembleia.

Para o coordenador-geral do Sindieletro, Emerson Andrada, a tarefa neste momento é mostrar ao povo mineiro as graves consequências que envolvem o processo de privatização da Cemig, com inúmeros prejuízos para todos os trabalhadores mineiros.

“As privatizações da Copasa e da Cemig não vão trazer eficiência nem melhoria para os serviços. Ao contrário: vai significar tarifas mais caras, precarização do atendimento e perda de direitos dos trabalhadores. É nosso dever alertar a população e resistir a esse projeto que ameaça o patrimônio de Minas e a qualidade de vida do povo”, afirma.

A proposta do governo Zema pretende acelerar a privatização de empresas públicas, como Copasa, a Cemig e a Gasmig, retirando da população o direito de decidir por meio de referendo popular, como garante a Constituição mineira.

Contra o desmonte do Estado

A audiência foi requerida pelo deputado estadual Betão (PT), presidente da Comissão de Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, e por parlamentares do Bloco Democracia e Luta, de oposição ao governo Zema.

“O objetivo é discutir os riscos que a PEC traz com o desmonte do Estado – a retirada de direitos, venda do patrimônio público e a exclusão da participação popular nos processos de desestatização, o que abala a soberania e democracia mineira”, argumenta o parlamentar.

A audiência pública vai contar com a participação de especialistas, movimentos sociais e sindicalistas do Sindieletro, Sindágua e Senge, que estarão denunciando os riscos das privatizações da Copasa e Cemig em Minas Gerais.

O Sindieletro e o Sindágua estão juntos nesta luta e defendem que água e energia não são mercadorias e sim direitos fundamentais que devem ser assegurados pelo Estado. A Constituição Estadual exige quórum qualificado de 3/5 dos deputados e a realização de referendo popular para privatização de empresas mineiras como a Cemig e a Copasa.

“O governo está tentando fragmentar o debate para avançar gradualmente nas privatizações. Mas nós, do Sindieletro, seguiremos firmes na luta em defesa da Copasa, da Cemig e do direito da população mineira de decidir sobre o futuro das nossas estatais”, reforça Emerson Andrada.

Serviço :

Assunto : Audiência pública sobre os impactos da PEC 24, a “PEC do cala a boca”, para trabalhadores e população mineira.

Data : 24/09/2025 (quarta-feira)
Horário : 10h
Local : Auditório José Alencar – ALMG

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