Primeira etapa da intervenção entra na fase final com investimento superando R$ 5,5 milhões e monumento ainda passará por outras duas etapas de obras

Fechada ao público desde 2014 devido a problemas estruturais, a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, em Ouro Preto, avança para a reta final da primeira etapa de sua restauração. Segundo informações da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, os trabalhos iniciados em julho de 2024 têm previsão de conclusão em agosto de 2026.

O monumento, localizado no bairro Cabeças e reconhecido como um dos importantes exemplares do patrimônio religioso ouro-pretano, foi erguido entre os séculos XVIII e XIX. A igreja reúne elementos artísticos atribuídos a nomes de destaque da arte colonial mineira e integra o conjunto de bens protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o Diretor de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Wanderson Gomes, a etapa atualmente em execução contempla intervenções estruturais e de conservação. Entre os serviços realizados estão a recuperação de telhados, alvenarias, estruturas de madeira, pisos e forros, além da implantação de sistemas elétricos, de combate a incêndio, drenagem, paisagismo e reforço estrutural da torre. Também foram executadas ações de imunização e proteção dos elementos artísticos existentes no interior da edificação.

Quando as obras foram anunciadas, a previsão divulgada era de conclusão da primeira etapa em janeiro de 2026. Conforme a Prefeitura, o cronograma precisou ser revisto durante a execução dos trabalhos em razão de adequações técnicas e ajustes de projeto comuns em intervenções de grande complexidade sobre bens históricos, como afirmou o Gerente de Cultura. Com isso, a conclusão da primeira etapa foi transferida para agosto de 2026.

Os investimentos também foram ampliados ao longo da execução. Segundo dados repassados pela Secretaria de Cultura e Turismo, o contrato da primeira etapa soma atualmente R$ 5,5 milhões. Desse total, R$ 4,58 milhões são provenientes do Governo Federal, por meio do Novo PAC, e R$ 920 mil correspondem à contrapartida do município. Ainda de acordo com a Secretaria, cerca de 69,6% do valor já foi pago.

A obra é executada em parceria entre a Prefeitura de Ouro Preto e o Iphan. Conforme a administração municipal, técnicos dos dois órgãos acompanham e fiscalizam os serviços, além de avaliarem eventuais ajustes de prazo e orçamento.

Mesmo após a conclusão da atual etapa, a restauração da igreja ainda não estará totalmente finalizada. Segundo a Secretaria de Cultura e Turismo, estão previstas uma segunda fase voltada à recuperação dos elementos artísticos integrados ao monumento e uma terceira destinada à contenção da encosta existente na área da igreja.

Foto: Marcelino Castro