Financiada pela Samarco, iniciativa fortaleceu o protagonismo juvenil em 33 municípios mineiros e investiu mais de R$ 10,5 milhões em formação e projetos socioambientais

O projeto Pulsar Jovem pelo Rio Doce concluiu seu ciclo de atividades após certificar 1.000 jovens e apoiar a implementação de 112 projetos socioambientais em 33 municípios de Minas Gerais. Financiada pela Samarco e desenvolvida no contexto das ações de reparação, como parte do Novo Acordo do Rio Doce, a iniciativa teve um investimento de R$ 10,5 milhões, recebeu mais de 2.300 inscrições e promoveu a formação de lideranças juvenis nas regiões do Alto Rio Doce, Calha e Médio Rio Doce.

O programa ofereceu uma jornada formativa de 300 horas voltada a temas socioambientais, cidadania e proteção civil, preparando os participantes para desenvolver e colocar em prática soluções para desafios identificados em suas próprias comunidades. Para garantir a permanência e o engajamento dos jovens, foram destinados cerca de R$ 7,1 milhões em apoio financeiro direto. Outros R$ 3,4 milhões foram investidos na execução dos projetos idealizados e conduzidos pelos participantes.

“Os projetos desenvolvidos pelos jovens saíram do papel e deixaram resultados concretos nos municípios, desde ações ambientais até iniciativas de mobilização comunitária. O principal legado do Pulsar Jovem é a formação de lideranças que seguem atuando em seus territórios e contribuindo para o desenvolvimento local”, avaliou a Gerente-Geral de Reparação e Gestão Integrada da Samarco, Fernanda Bartoli.

Para Ana Marta Inez, coordenadora do projeto por parte da Fundação Geraldo Perlingeiro Abreu (FGPA), que executou o projeto como parte das ações de reparação financiadas pela Samarco, as transformações positivas foram perceptíveis desde o início do programa.

“Muito mais do que um projeto para os jovens, foi um projeto desenvolvido por eles próprios, que viveram ricas experiências e mostraram que são capazes de mover o mundo coletivamente. Com a competência e o comprometimento dos educadores, as juventudes viveram uma jornada de formação e protagonismo. Desde o início, eles foram tratados como lideranças, o que promoveu mudanças no comportamento, seja pela forma de se comunicarem, seja pelas maduras decisões que tiveram de tomar”, destacou a coordenadora.

Resultados ao longo da Bacia do Rio Doce

Em municípios como Mariana e Ponte Nova, o projeto impulsionou redes de mobilização voltadas para a valorização do território. Em Mariana, as turmas lideraram a execução de projetos como “Sementes da Juventude”, “ECOHIP – Sustentabilidade através do Hip-Hop”, “Coletores Ecológicos”, “Florescer da Juventude”, “ECOeduca Mariana” e “Corpo, Memória e Território Verde”, atuando diretamente em iniciativas de educação ambiental, gestão de resíduos e mobilização comunitária.

Outro destaque foi a realização do seminário integrativo “Vozes do Rio Doce”, realizado em Ipatinga, que reuniu mais de 600 participantes para debates sobre sustentabilidade, pertencimento territorial e futuro da Bacia do Rio Doce.

Valorização territorial e ecoturismo: EcoArte Jacroá (Marliéria)

Desenvolvido no município de Marliéria, o projeto “EcoArte Jacroá” trabalhou a preservação ambiental associada à valorização da identidade e do patrimônio regional. Os jovens lideraram ações de revitalização do mirante histórico do Pico do Jacroá, importante atrativo turístico inserido na área de influência do Parque Estadual do Rio Doce.

A iniciativa reuniu melhorias estruturais, atividades culturais e ações de incentivo ao turismo sustentável, promovendo o engajamento da comunidade local e a valorização de um dos principais patrimônios naturais da região.

Manejo de recursos hídricos: Projeto Águas Vivas (Dionísio)

Em Dionísio, o projeto “Águas Vivas” teve como foco a preservação e o uso sustentável dos recursos hídricos. Os participantes realizaram o mapeamento de demandas locais relacionadas à água e promoveram ações de educação ambiental voltadas para estudantes e moradores do município.

As atividades contribuíram para ampliar a conscientização sobre a importância da conservação das nascentes, da gestão das bacias hidrográficas e do uso responsável da água.

Reparação pelo Novo Acordo do Rio Doce

O fomento a projetos locais e a capacitação de novas lideranças por meio do Pulsar Jovem integram a frente de reparação socioeconômica relativa à “formação de Lideranças Jovens”, conduzida nos territórios impactados pelo rompimento da barragem de Fundão.

Voltadas à reconstrução, ao desenvolvimento social e à valorização das capacidades locais, as ações e programas dessa frente de reparação já somam mais de R$ 198 milhões em investimentos ao longo da Bacia do Rio Doce.

Para mais informações sobre as ações de reparação, acesse: https://www.samarco.com/reparacao/

Fonte: Assessoria Samarco

Fotos: Divulgação


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