Ouro Preto – Terça -feira de Carnaval, 17/02, terminou por volta de 2h50, com alegria e a amizade em prol do “movimento escola de samba” é a característica que assisti na noite de ontem, integrantes de escolas diferentes e em posições diferentes na “concorrência”. É interessante ver o engajamento do ouro-pretano na manutenção de suas instituições culturais. Amanhã é o dia do resultado!
A Escola Império do Morro Santana fechou o desfile nesta segunda-feira, que começou com Acadêmicos de São Cristóvão, seguida dos Unidos de Padre Faria e a Inconfidência Mineira. No domingo desfilaram Escola de Samba Imperial de Ouro Preto, seguida da Escola de Samba Mocidade Independente Princesa Isabel, e a Escola de Samba União Recreativa do Santa Cruz, terceira a desfilar no domingo.
Hoje, a sonoridade que chamo de “toque ouro-pretano”, “o gingado”, “”o molho, “a batida perfeita”, vem se aprimorando e na praça Tiradentes disputando, com suas paradas e chamadas de repique para acelerar o compasso, ouvimos as variações do patrimonio imaterial, um bem tão preciso, que tem hora de começar, de acontecer e de acabar, com juízes, fiscais, seguranças e a claro a imprensa livre e desimpedida de exercer o jornalismo de verdade e registrar o concurso. Afinal, há um campeonato em jogo e queremos saber o resultado.

A ocupação da praça pelo povo de Ouro Preto é o sensacional do carnaval. Praticamente toda população se envolve seja na preparação, criação e muito trabalho para lançar uma escola no crivo do público que a espera na praça da cidade!
O turista termina de subir a ladeira e de repente, não pode atravessar, há naquele momento a evolução da escola de sambra, que ele nem sabia que existia em Ouro Preto! Com a batida perfeita, podemos dizer até é um toque único.
Singular como o virtuosíssimo Djalma Correia, um dos maiores percussionistas do Brasil, que se encucava com o toque das escolas de Ouro Preto. Conheci Djalma na casa de Dona Efigênia Stela,ele chegou acompanhado por Deolinda Alice. Foi uma conversa, não entrevista, uma pena, pois Djalma praticamente tinha uma tese de Doutorado na cabeça sobre o batuque ouro-pretano.
Ouro Preto precisa entender isso, tomar posse de seu patrimônio carnavalesco e ter condições de iniciar as atividades que demandam investimento de tempo, na confecção das fantasias e adereços. As escolas precisam de mais tempo para preparar seu carnaval e terem tempo de venderem fantasias para os turistas que entenderam a singularidade do toque ouro-pretano. É isso, recurso tempestivo para as escolas reluzirem ainda mais e deve-se planejar arquibancadas para os idosos, muitos deles desfilam também.
Então tenho que terminar dizendo que tenho que concordar com Padre Simões, que dizia “Ouro Preto se renova na Cultura e na Arte”, e hoje acrescento e em suas baterias das Escolas de Samba.
Os vídeos dos desfiles estão publicados em @jornaldiariodeouropreto
Reportagem Marcelino Castro
Foto: Banca de Jurados separados por biombos/ Marcelino Castro



