Ouro Preto – Tecnicos da Agência Nacional de Mineração (ANM) estiveram no distrito de Engenheiro Corrêa vistoriando a estrutura da barragem de Forquilha V, após serem informados pelos técnicos da Vale identificarem fissuras. Como medida a Agência determinou a limpeza da área e o acompanhamento, além de exigir um estudo de tensão-deformação para identificar as causas que geraram as fissuras.

A Agênia Nacional de Mineração respondendo a reportagem enviou a seguinte nota:

“As fissuras identificadas foram inspecionadas visualmente pelos fiscais da ANM, assim como os dados da instrumentação. Como resultado, foi exigida a realização de limpeza e acompanhamento com instalação de extensômetros, para verificar se há tendência de progressão ou estabilização. 

Adicionalmente, exigiu-se a elaboração de um estudo de tensão-deformação para auxiliar na determinação das causas prováveis e permitir o acompanhamento futuro de eventuais deformações na estrutura.

Foi instaurada situação de alerta para a estrutura, sendo obrigatório que a VALE S. A. realize inspeções diárias e encaminhe um relatório semanalmente, detalhando o comportamento das fissuras identificadas e elencando as medidas tomadas para a garantia da segurança do barramento.”

A Vale respondendo a reportagem do diário de Ouro Preto enviou a seguinte nota:

A Vale esclarece que a barragem Forquilha V, localizada na mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG), não sofreu alterações nas suas condições de estabilidade e permanece com Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) e Declaração de Conformidade e Operacionalidade (DCO) positivas vigentes. Nesta segunda-feira (05/08), a Agência Nacional de Mineração (ANM) vistoriou a estrutura, após a equipe técnica da Vale identificar e comunicar a ocorrência de fissuras, sendo determinado pelo órgão a Situação de Alerta, o que não representa uma situação que altera as condições de estabilidade da barragem. Um plano de ação já está em andamento para diagnóstico e tratamento. A Vale reforça que a barragem Forquilha V não tem influência sobre outras barragens do complexo e não há comunidade e estruturas operacionais na sua Zona de Autossalvamento (ZAS). A estrutura está sem operar desde 2023 e é monitorada 24 horas por dia, 7 dias por semana pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da empresa.

Por Marcelino de Castro


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