A sequência de ocorrências reforça preocupações sobre a atuação da mineradora, que acumula um histórico de grandes desastres ambientais em Minas Gerais, como os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho
Em menos de 24 horas após o transbordamento de um dique na Mina da Fábrica, a mineradora Vale voltou a registrar um novo vazamento em Congonhas. Na segunda-feira (26/1), a Prefeitura notificou o extravasamento de água e rejeitos na mina Viga, também na Região Central de Minas Gerais, reforçando a preocupação das autoridades e da população da Região dos Inconfidentes com a sequência de ocorrências envolvendo a empresa.
De acordo com a Defesa Civil Municipal, o material, composto por água e rejeitos de mineração, já atingiu o Rio Maranhão, principal curso d’água de Congonhas, que deságua no Rio Paraopeba. O caso acende um alerta para possíveis impactos ambientais na bacia hidrográfica, especialmente diante da importância do rio para o abastecimento e o equilíbrio ambiental da região.
O novo vazamento ocorre em um contexto de menos de 24 horas após o extravasamento de cerca de 220 mil metros cúbicos de água na Mina da Fábrica, na divisa entre Congonhas e Ouro Preto, quando a água chegou a em áreas operacionais da mineradora CSN e levou à evacuação de cerca de 200 trabalhadores. A repetição de incidentes em curto intervalo de tempo amplia o debate sobre a segurança das estruturas da mineradora no município, levando em consideração a incansável atuação da empresa em Minas.
A Vale é responsável por alguns dos maiores desastres ambientais de Minas Gerais, como os rompimentos de barragens em Mariana (2015) e Brumadinho (2019), e mantém intensa atuação no estado, especialmente na região do Quadrilátero Ferrífero, onde estão Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Itabirito, Santa Bárbara, Itabira, Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Brumadinho. Diante do novo episódio, a prefeitura informou que segue monitorando a situação e cobrando providências da empresa, enquanto órgãos ambientais avaliam os possíveis danos causados ao Rio Maranhão e às comunidades do entorno.
Foto: Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas


