A Câmara Municipal de Ouro Preto realizou, nesta semana, a 19ª Audiência Pública, com foco em mobilidade urbana. O encontro reuniu vereadores, representantes da Prefeitura e secretarias, além de moradores de diversos bairros, que debateram soluções para o trânsito, transporte coletivo, estacionamentos e acessibilidade, além de questões ligadas à gestão de terrenos públicos.

Um dos temas mais recorrentes foi a mobilidade urbana. Moradores relataram riscos em ruas estreitas e íngremes, como a Ladeira João de Paiva e a Rua Nova, onde o tráfego de veículos pesados já provocou acidentes. Entre as soluções sugeridas estão a instalação de limitadores de largura, a restrição de caminhões e a elaboração de projetos de engenharia específicos. No entanto, conversas com o IPHAN serão necessárias, devido às restrições do patrimônio histórico.

O transporte coletivo também foi alvo de críticas. Moradores sobraram coberturas adequadas nos pontos de ônibus já existentes, que hoje não são todos que oferecem proteção contra chuva e sol.

A carência de estacionamentos no centro histórico e em áreas turísticas voltou à pauta. Segundo o secretário de Trânsito, estão em estudo projetos para a criação de um estacionamento de aproximadamente 300 vagas no espaço do antigo Corpo de Bombeiros, também conhecido como antigo camping, além da utilização da área da Cristo Rei, para receber ônibus turísticos. Também foi discutida a proposta de construção de uma ponte ligando os bairros Santa Cruz e Lagoa, medida que reduziria o tráfego de veículos pelo centro da cidade.

Durante a audiência, foi lembrado que o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito está há mais de um ano e meio sem se reunir, em descumprimento à legislação. O secretário de Trânsito se comprometeu a reativar o conselho imediatamente.

Outro ponto sensível foi a gestão de terrenos públicos. Vereadores denunciaram a inexistência de um inventário atualizado dos imóveis do município, situação que já provocou a perda de áreas desapropriadas e pagas sem o devido registro. O apoio do Ministério Público foi pedido para analisar o caso.

A 19ª Audiência Pública deixou claro que os problemas de mobilidade urbana em Ouro Preto vão além do trânsito e envolvem planejamento e gestão de patrimônio. O compromisso assumido por vereadores e secretários foi o de transformar as demandas apresentadas em ações concretas nos próximos meses.

Por Davi Saporetti

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