Mariana – Romeiros de várias cidades que compõem a Arquidiocese estiveram na cidade neste domingo, 9/11, a caminhada começou por volta das 8 horas, seguindo para a praça Minas Gerais, onde foi celebrada missa em memória das vítimas e lida a carta da 8ª Romaria pelo Padre Marcelo Santiago e Mônica dos Santos, atingida em bento Rodrigues. A próxima Romaria será em 2027, na cidade de Caratinga.
Na praça da Sé, os romeiros apresentaram suas questões realizaram místicas e lembraram os impactos sofridos. Uma cortina simbolizando uma porta foi colocada ao lado da catedral para dar boas-vindas aos romeiros.

Em sua homilia, o arcebispo de Mariana, Dom Airton José dos Santos, disse que todo trabalho independentemente do setor é realizado para o bem do ser humano. “Quem usa mal as coisas do mundo comente um pecado”, que segundo ele deve ser perdoado por Deus. Deu como exemplo um motorista que atropela uma pessoa, é um pecado, mas a sociedade qualifica como um crime.
Dom Airton ressaltou que o fato não deve ser esquecido e classificou o rompimento como “o crime há 10 anos atrás, naquele dia 5 de novembro, o crime foi pensado, nós sabendo disso. Não foi acidente como nós entendemos, caiu da pedra na cabeça de alguém, foi um acidente. Não, alguém jogou a pedra. Então não é acidente não, foi pensado. O crime, ele é pensado, planejado, previsto”. Segundo o arcebispo, é importante estar “claro” este conceito.
Padre Marcelo Santiago destacou que o ato cívico em Bento Rodrigues e a Romaria tiveram como lema memória, justiça e esperança. “Fazer a memória do que aconteceu, para que não mais acontece, não vamos nos calar, não vamos esquecer. A justiça, neste sentido, de buscar, realmente, a reparação justa, plena, completa para todos os atingidos e atingidas em toda extensão da bacia do rio doce. E esse olhar de esperança, que nos fazem caminhar, nos colocar avante, apesar dos sofrimentos e das dores e de toda realidade de destruição, nós queremos assumir o compromisso de regeneração social e ambiental da nossa bacia do rio Doce.
Durante a caminhada até a praça Minas Gerais, os nomes das vítimas foram pronunciados no carro de som, entre discursos de padres das dioceses das cidades atingidas ao longo do rio doce.
O deputado estadual Leleco Pimentel (PT) seguiu no carro de som, tocando violão e cantando as músicas escolhidas para trajeto da Romaria. Padre João também subiu no carro de som e falou com os romeiros, no fim da missa ele conversou com o arcebispo.
Dom Lauro Versiani, bispo de Colatina participou da Romaria, ao chegar na praça da Sé fez críticas muito duras as mineradoras e denunciou que a qualidade da água ainda não é boa, pois quando chove o rejeito se mistura novamente.
Para evitar o ano eleitoral, a arquidiocese marcou a próxima romaria para 2027.





Fotos: Marcelino Castro


