Ipatinga – O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, acompanhou ontem, 13/11, a apresentação do Plano de Ação da Saúde do Rio Doce, de responsabilize do governo de Minas, que prevê R$ 220 milhões em ações de saúde. O encontro contou com a presença do governador Romeu Zema, do vice-governador Mateus Simões, do secretário de Estado de Saúde Fábio Baccheretti e do prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), entre outras autoridades.

Os R$ 220 milhões anunciados ontem correspondem à primeira fase de execução, do valor total de R$ 424 milhões, voltada à estruturação física, ampliação de serviços e fortalecimento da rede hospitalar e psicossocial. 

Durante a reunião, o Governo do Estado detalhou como os R$ 220 milhões serão distribuídos dentro da rede pública de saúde, com foco em medidas estruturantes e de longo prazo. Entre as ações previstas estão a construção de Unidades Básicas de Saúde, construção de CAPS IJ, aquisição de novos veículos, ambulâncias e transporte sanitário, dentre outros. 

Mariana foi o epicentro da tragédia, enfrentada há quase dez anos. O prefeito Juliano Duarte segue acompanhando as etapas do processo para garantir que a cidade seja contemplada em todas as frentes do plano de saúde. 

Juliano Duarte se manifestou em suas redes sociais e confirmou que o município já integra ao seu planejamento a construção de quatro novas unidades básicas de saúde, alinhadas ao escopo do Plano de Ação e essenciais para ampliar a cobertura da atenção primária. 

“Estamos acompanhando tudo de perto porque Mariana precisa estar em cada decisão. Esses R$ 220 milhões em ações de saúde só terão impacto real se chegarem de forma justa aos municípios que mais sofreram. Mariana ainda vive os efeitos diretos do rompimento e precisa ser tratada com seriedade. Seguiremos firmes para garantir que cada investimento seja devidamente direcionado e que nada do que é de direito da nossa cidade fique de fora.”, afirmou o prefeito.

A SES-MG coordena o plano em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), responsável pelo monitoramento geral do acordo. O planejamento foi construído com base em levantamentos regionais realizados junto a gestores municipais e unidades hospitalares, considerando as necessidades concretas dos territórios atingidos.

“Este plano que nós fizemos é o guarda-chuva da saúde. Focamos naquilo que sabemos que merece mais atenção, que é ter 100% de cobertura da atenção primária. Olhamos para o que faltava e complementamos a partir daí, que são os hospitais macrorregionais e microrregionais que precisam ser fortalecidos para que possamos atender melhor toda a população dessa região”, disse o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Com as próximas etapas de homologação, o Estado deverá concluir a definição dos critérios de distribuição e apresentar o cronograma de execução.

Foto: Divulgação PMMA