
Por Maria da Glória dos Santos Laia
E a “minha” Ouro Preto completa seus 314 anos! Uma jovem senhora, que viveu e presenciou tantos casos de amor, injustiças, traições, inconfidências!
Como na vida humana, costumamos celebrar as datas natalícias com alegria e gratidão. É um dia especial, que evoca as coisas boas, prazerosas e grandiosas da existência.
Das lembranças da cidade famosa, destaco seus artistas e suas artes, que se notabilizaram por construir um conjunto arquitetônico singular, que encanta a todos que aqui chegam.
Escritores impregnados de inspirações e ideais deixaram em prosa e verso um legado de história e protestos. Um destaque para as mulheres valorosas que, corajosamente, adiantaram-se ao seu tempo, seja pela literatura e educação em Beatriz Brandão, seja pela inconfidente Bárbara Heliodora ou ainda pela liderança libertária de Francisca Mina.
Ser natural de Ouro Preto é saber, desde tenra infância, que habitamos um território mesclado de contradições e riquezas culturais, naturais, ambientais, históricas. Um lugar que acolhe a todos, num sincretismo presente nos moradores e nos turistas que nos visitam.
Caminhar pelas ruelas, becos e pontes é outra experiência incrível. É como teletransportar-se no tempo, pisando pedras e lajes, pisadas por escravizados, reis, rainhas e pessoas simples, do dia a dia da cidade.
Ouro Preto é o tipo de lugar que impressiona por sua característica, ao mesmo tempo, bucólica, interiorana ou cosmopolita. Se não é assim, onde mais se encontram, em convívio diário, tropeiros, visitantes de todos os continentes, famosos e anônimos, letrados na academia e na vida, ou os caricatos do Zé Pereira?
A cada dia, surpreendo-me com detalhes desta “minha” cidade. E proponho a você, que lê este singelo relato, um desafio: o que encantou você em Ouro Preto, hoje?
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Foto: Luccas Castro


