Estamos vivendo uma epidemia de violência contra as mulheres no Brasil!
Larissa, Maria Fernanda, Allane, Layse…e mais 1.518 vítimas de feminicídio registradas só em 2025. Isso sem falar das outras formas de violência que tentam silenciar a nós mulheres ou colocar-nos como objeto de posse de alguém. Nós últimos anos, houve aumento de caso de todas as violências contra as mulheres: psicológica, patrimonial, física, doméstica, sexual, moral, institucional e política, além do feminicídio.
Atos:
OURO PRETO | 03/03 | 18H | RODA DE CONVERSA – ANEXO DO MUSEU CONCENTRAÇÃO: CENTRO DE CONVENÇÕES
MARIANA | 07/03 | 9H| CONCENTRAÇÃO: CENTRO DE CONVENÇÕES
OURO PRETO | 08/03 | 9H | CONCENTRAÇÃO: ANEXO DO MUSEU

E não são casos isolados. Não se trata de ações individuais. É um problema do sistema, que impõe diversos ataques a quem não está no poder. Quanto mais a crise capitalista se agudiza, quanto mais os ricos têm que parasitar no sistema, explorando ainda mais a classe trabalhadora e o meio ambiente, mais as opressões aumentam, surgem mais casos de violências machistas, racistas, lgbtqifóbicas, xenófobas etc.
Nesse sentido, não tem como negar: o capitalismo se alimenta dessas violências para manter o controle social e o lucro nas mãos de poucos. São vários os exemplos que podemos citar para ilustrar esse entrelaçamento de exploração e opressão. Para continuar explorando minério na região, mesmo sem ter nenhum dirigente preso pelos crimes de barragem, as grandes mineradoras rebaixam salários dos trabalhadores, aumentam os assédios nas áreas e as tentativas de silenciamentos dos atingidos, sobretudo das mulheres que estão nessa luta. Para continuar desviando recursos públicos para a iniciativa privada, os governos cortam verbas de áreas importantes para o povo, como saúde e educação e aumentam os cortes de recursos para políticas públicas que protegeram os grupos mais vulnerabilizados na sociedade, como é o caso das pastas sobre mulheres, indígenas, pessoas negras e LGBT. Para manter o lucro sobre a vida, os grandes empresários, junto com seus políticos de estimação, se organizam para barrar o debate sobre o fim da escala 6×1.
Por tudo isso, independentemente dos governos e dos patrões, temos lutado, seja no serviço público, na mineração, nos territórios, nos movimentos sociais. A classe trabalhadora está em luta e nós mulheres estamos nela, em defesa de direitos, da nossa vida e contra os ataques!
Podemos dizer que estamos vivendo uma pandemia de violência contra as mulheres?
Assim como no Brasil, principalmente por causa do crescimento da extrema direita, no mundo, os casos de violências contra os oprimidos aumentam. Mulheres e crianças são as principais vítimas das guerras e perseguições, como podemos ver no genocídio praticado na Palestina.
O governo Trump, nos EUA, lidera essas ações, usando o poder e cargo para dividir os trabalhadores do país em “americanos” x imigrantes. Na política do ICE de perseguição e prisão de pessoas, já houve assassinatos de ativistas e, para justificar esse crime, o governo usa discursos, entre eles machistas, para desqualificar quem se coloca na defesa dos imigrantes. É preciso cobrir de apoio os trabalhadores estadunidenses que se levantam contra essa política trumpista.
Há anos, o Brasil é citado como sendo um país da rota da exploração sexual mundial. O caso Epstein escancarou que essa situação não era só suposição e, além disso, evidenciou ainda mais como os ricos e poderosos fortalecem essa rede de exploração e ainda se defendem.
No mundo todo, por causa do machismo, a exploração sexual de mulheres e crianças passa por tentativas de ser naturalizada. Não foi a toa que o desembargador em Minas autorizou o estupro, disfarçado de casamento, de uma criança de 12 anos com um homem de 35 anos. Precisamos reafirmar que isso não é normal, não é afeto, é estupro de vulnerável e que criança não é mãe e estuprador não é pai. Por isso, precisamos nos unir para defender nossas vidas e a vida das crianças.
Assim, inspirando-nos na luta dos indígenas Pataxó contra o Decreto 12600 e a privatização dos rios, convocamos as mulheres e os homens para nossa luta de combate às violências contra as mulheres e crianças e contra a exploração.
Viva a luta das mulheres trabalhadoras do mundo!
Por Patricia Ramos



