Na foto: O presidente Corrêa Junior (esq.) com o presidente empossado, desembargador Vicente de Oliveira Silva

Posse dos membros da Direção para o biênio 2026-2028 ocorreu nesta quarta-feira (1º/7)

Essas foram algumas das primeiras palavras do desembargador Vicente de Oliveira Silva como líder do Judiciário mineiro. O magistrado tomou posse, nesta quarta-feira (1º/7), como presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para o biênio 2026-2028. O Grande Teatro do Palácio das Artes, emblemático espaço cultural de Belo Horizonte, foi o palco da cerimônia, transmitda ao vivo pelo canal oficial do TJMG no YouTube.


Também foram empossados os demais membros da nova direção da Corte mineira: o 1º vice-presidente e superintendente Judiciário da 2ª Instância, desembargador Márcio Idalmo Santos Miranda; o 2º vice-presidente e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Manoel dos Reis Morais; a 3ª vice-presidente e superintendente de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses (Sutrac), desembargadora Shirley Fenzi Bertão; o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais e superintendente Judiciário da 1ª Instância, desembargador Raimundo Messias Júnior; e o vice-corregedor-geral de Justiça, desembargador Leopoldo Mameluque.


Bastante prestigiada, a sessão especial contou com a presença de diversas autoridades civis, militares e eclesiásticas, magistrados do Poder Judiciário de todo o País, servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e familiares e amigos dos empossados.

Palavras do novo presidente

O presidente Vicente de Oliveira Silva ressaltou que qualidade, eficiência, celeridade, inclusão, transparência, inovação, ética e humanização continuarão como pilares das ações da Presidência (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)


O novo presidente do TJMG, desembargador Vicente de Oliveira Silva, discursou após prestar o compromisso legal e assinar o termo de posse. Ele iniciou seu pronunciamento citando versos do poema “Infância”, de Carlos Drummond de Andrade, para, numa breve digressão, se apresentar, contando um pouco da sua origem.


Relatou seus primeiros anos de vida na comunidade rural onde nasceu – Bom Jesus do Horizonte, pertencente ao município de Água Boa, no Vale do Rio Doce –, filho de José Cândido de Oliveira e de Maria Ribeiro Cândido. O pai era descendente de escravizados africanos, e a mãe, de origem indígena e europeia lusitana: “Sou o encontro das três matrizes que fundaram este País. Honro essa ancestralidade, que trago em meu peito como marca e orgulho”.


Contou então do desejo que tinha na adolescência, de se tornar piloto de avião, quando ouviu de alguém que isso era uma “utopia”, palavra que, segundo a pessoa, significava “um sonho que nunca se realiza”. Sem desanimar, ele seguiu seu caminho, acumulando conquistas, até tornar-se juiz e, posteriormente, desembargador, somando 47 anos de dedicação ao sistema de Justiça, dos quais 31 na magistratura.


Ao assumir o comando da segunda maior Corte estadual do País, ele afirmou que a gestão será de continuidade:
“Superintendente administrativo adjunto no mandato que ora se encerra, do desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, pude conhecer, a partir de um ponto de vista privilegiado, a realidade da Justiça mineira. Sinto-me preparado para dar sequência à sua exitosa gestão, que deixa o legado de inúmeras conquistas e avanços, apontando para outros, pelos quais lutaremos.”

Fonte: Assessoria TJMG

Foto destaque: Juarez Rodrigues / TJMG