A 31ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Mariana, realizada na última segunda-feira (28) foi marcada por embates entre o vereador Marcelo Macedo (PSDB) e o procurador jurídico da câmara, Corjesu Quirino. Na ocasião, Macedo protocolou os requerimentos de números 141, 142 e 143, mas tiveram a entrada em pauta negadas pelo procurador, sob alegação de falta de tempo para a análise dos requerimentos, com a divergência levando a uma longa discussão entre o procurador e o vereador. A sessão também contou com a discussão de medidas referentes à Festa do Cuscuz de Padre Viegas, utilização de recursos e medidas na área da saúde.
Ao longo de suas falas, o vereador Marcelo Macedo questionou o tempo levado pelo procurador para a análise dos requerimentos, alegando que a atuação dele traria um cerceamento das atividades dos vereadores. Ele também comparou a celeridade da procuradoria para analisar projetos extensos, como o PL 266/2026, que destinou R$177 milhões da repactuação. Em uma das suas falas, o vereador chegou a afirmar “isso aqui tá um puxadinho [da prefeitura]”, com ele posteriormente reafirmando “essa procuradora tá um puxadinho da prefeitura”. Em resposta à Macedo, o procurador Corjesu alegou que o protocolamento dos documentos na quinta-feira, data limite, foi um fator dificultante para a análise da legislação, alegando que as questões contábeis presentes nos requerimentos dificultaram o processo de análise. Corjesu também negou que a procuradoria fosse um “puxadinho” da prefeitura, afirmando que a procuradoria pertence aos vereadores e serve para auxiliá-los.
A maneira como Macedo se referiu ao “aqui” em suas falas gerou certa ambiguidade, com os vereadores Ítalo de Majelinha (PSB), Pedrinho Salete (PSB) e Zezinho Salete (PSB) criticando a frase por entenderem a acusação de “puxadinho” como referente à toda a câmara, com Macedo respondendo que se referia somente à procuradoria. Apesar das críticas à postura do colega, os vereadores votaram favoráveis à votação em plenário dos requerimentos de Marcelo Macedo.
O imbróglio trouxe à tona a necessidade de se discutir o regimento da casa, com o presidente da câmara, vereador Ediraldo Ramos (PSB) acionando a comissão de regimento interno para dar continuidade aos trabalhos de revisão do regimento interno da câmara.
Projetos de Lei
Foram aprovados os projetos de lei N° 275/2206 e 276/2026, respectivamente permitindo contribuição financeira e parceria com a Corporação Musical Sagrado Coração de Jesus e a Associação de Músicos e Profissionais de Eventos da Região dos Inconfidentes (Amperi). Ambos os projetos são de autoria da prefeitura e buscam fomentar a Festa do Cuscuz de Padre Viegas, apoiando instituições envolvidas na organização do evento. Embora de autoria da prefeitura, os projetos foram apresentados na reunião pelo vereador Samuel de Padre Viegas (Republicanos), representante do distrito e apoiador da Festa do Cuscuz. A sessão da câmara também contou com a presença da presidente da Amperi, Erica Verena.
A reunião também contou com a aprovação do PL N° 270, de autoria da prefeitura, que autoriza transferência de recursos e parceria com o Movimento Renovador de Mariana e suas ações, sobretudo as oficinas de bordado realizadas junto aos idosos marianenses. Por fim, também foi aprovada a Emenda Modificativa N°13/2026, do vereador Fernando Sampaio, que modifica e amplia o PL 262/2026, alternado diretrizes do programa Família Acolhedora, da lei municipal 3852/2025.
Requerimentos
Foram aprovados os requerimentos N°141/2026, N°142/2026 e N°143/2026, de autoria do vereador Marcelo Macedo, que pedem explicações relativas ao destino, origem e natureza dos valores movimentados pela prefeitura de Mariana nos projetos de lei aprovado na 7ª reunião extraordinária de 2026, referentes aos recursos da repactuação. Também foi aprovado o requerimento N°140/2026 do vereador Ítalo de Majelinha, sobre o acesso a cirurgias ortopédicas e também a possibilidade da realização destas em Mariana no futuro, com a construção do hospital universitário.
Reportagem e fotos por Anahí Santos


