Deputada denunciou governador por ainda não ter assinado o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio e por falta de investimento em programas como a Patrulha Maria da Penha, delegacias de mulheres e programas de geração de renda para mulheres
A deputada estadual Bella Gonçalves propôs nesta quinta-feira (12/03) a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para investigar porque o governador Romeu Zema e seu governo decidiram não utilizar valores previstos no orçamento para ações de prevenção ao feminicídio e de proteção às mulheres.
A proposta foi realizada no “Ciclo de Debates Sempre Vivas 2026 – Educar, Decidir, Efetivar: bases para enfrentar o feminicídio e as violências contra as mulheres e garantir direitos”, na presença das deputadas Lohanna, líder da bancada feminista, e Ana Paula, presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na ALMG.
Bella apontou a importância desta CPI no cenário de crescimento da violência em Minas Gerais. Segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o estado tem média de um feminicídio a cada dois dias. Em 2025, foram 139 casos e 156 tentativas. Só em Belo Horizonte, 14 mulheres foram assassinadas e houve 22 tentativas de feminicídio. É importante destacar que o governo Zema paralisou o programa “Mulher: Viver sem violência”, que atuava na proteção das mulheres.
Dentre outras críticas, a parlamentar denunciou Zema por ainda não ter assinado o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio. “Por que não é investido mais recurso na ampliação do programa Patrulha Maria da Penha [que integra o serviço da Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) da Polícia Militar]? Por que não são ampliadas as delegacias para acolhimento de mulheres? O recurso deveria ser investido na ampliação de consórcios de casas, de programas de geração de renda para mulheres”, afirmou Bella.
Fonte: Assessoria Parlamentar Bella Gonçalves


