Ação educativa promove exibições gratuitas de curtas-metragens brasileiros para crianças e jovens, acompanhadas de debates e material pedagógico desenvolvido para escolas.
Inscrições seguem abertas até 10 de junho pelo site cineop.com.br

O cinema como experiência de encontro, percepção e pertencimento é a proposta do Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema, programa educativo da 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, que está com inscrições abertas para escolas públicas e privadas de Ouro Preto. Gratuita, a iniciativa convida estudantes de diferentes faixas etárias a participarem de sessões de cinema especialmente organizadas para crianças e jovens, entre os dias 25 e 30 de junho de 2026, no Cine-Teatro do Centro de Artes e Convenções da UFOP. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de junho pelo site www.cineop.com.br.

A programação reúne 15 curtas-metragens brasileiros, entre animações e ficções, distribuídos em quatro programas organizados de acordo com a idade do público. A seleção considera critérios como temática, linguagem, conteúdo visual e complexidade narrativa, buscando aproximar os estudantes de experiências cinematográficas que despertem reflexão, imaginação, afeto e identificação com as histórias exibidas.

Mais do que exibir filmes, o Cine-Expressão propõe uma experiência educativa estruturada em três etapas: a sessão de cinema, os debates realizados após as exibições e o Material de Conexões e Saberes, entregue às escolas para continuidade das reflexões em sala de aula. A proposta busca transformar o contato com o cinema em uma experiência de ampliação de repertório, escuta e construção de vínculos entre cultura, educação e percepção de si.

Para a curadora do programa, Ramina El Shadai, o Cine-Expressão busca fortalecer vínculos entre os jovens e as experiências provocadas pelo cinema. “Mais do que levar estudantes da sala de aula para a sala de cinema, o Cine-Expressão busca criar experiências de encontro entre os filmes, as emoções e a vida desses jovens. O programa articula exibições, debates e um Material de Conexões e Saberes desenvolvido para as escolas, como uma forma de aprofundamento e ampliação de percepções. Ao longo dos anos, o programa vem consolidando uma identidade fundamentada na escuta dos impactos que o cinema provoca no público”, destaca.

Os filmes selecionados são distribuídos de acordo com a faixa etária do público, a partir de critérios que incluem: temática, conteúdo visual, tipos de linguagem e diálogos, bem como a complexidade da narrativa. “No Cine-Expressão, não é possível lidar com um filme apenas a partir da sua observação ou análise técnica. A curadoria precisa considerar as possibilidades de aprofundamento e expansão das temáticas presentes na obra, assim como os impactos emocionais que ela pode provocar em crianças e jovens”, ressalta a curadora.

Após cada sessão, estudantes e professores participam de bate-papos mediados, ampliando as discussões sobre os temas abordados nos filmes. “O Cine-Expressão, em uma proposta pioneira, transforma a sessão de cinema em um ponto de expansão. As potências presentes nas narrativas cinematográficas tornam-se inspiração para a criação de práticas específicas de ampliação e aprofundamento de percepções dessas crianças e jovens. O filme não se encerra na exibição. Ele continua reverberando em experiências, reflexões, conexões e movimentos internos despertados a partir daquele encontro”, completa Ramina.

O programa Cine-Expressão se estrutura a partir do desenvolvimento da “Cultura do Interessado”, estimulando uma relação mais profunda e sensível com as manifestações culturais. “O Cine-Expressão desafia a lógica do consumo passivo da cultura através do fortalecimento do que venho chamando de Cultura do Interessado: uma relação em que assistir a um filme deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser experiência, presença e conexão. Percebo que investir na Cultura do Interessado é um caminho potente para a formação de plateia, porque, à medida que formamos plateias, também despertamos vida, percepção e pertencimento em um movimento profundamente singular”, afirma a curadora.

  1. PROGRAMAÇÃO POR FAIXA ETÁRIA
    1. Faixa etária de 5 a 7 anos
Filme: Pra Morrer Basta estar vivo, direção de FRancisco Xavier

Sessões dias 25 e 26 de junho – quarta e quinta, às 14h

Quatro animações abordam imaginação, descobertas e experiências da infância em narrativas sensíveis e criativas.

  • Tic e o Tigre, de Rafael Guimarães
  • Céu de Areia, de Robson Cavalcante e Claudemir da Silva
  • Tom Tamborim, de Maria Carolina e Igor Souza
  • Trago em mim todo os sonhos do mundo, de Rodrigo Vulcano e Lucas Lima

Faixa etária de 8 a 10 anos

Sessões dia 30 de junho – segunda, às 8h30 e às 14h

A sessão reúne animações e ficções que exploram afetos, imaginação e relações humanas em histórias marcadas por emoção e sensibilidade.

  • O Abraço, de Marcelino Luciano Ramos
  • Manequim, de João Gabriel Kowalski
  • Menino de Gamboa, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna
  • Mãos de vento e olhos de dentro, de Susanna Lira

Faixa etária de 11 a 13 anos

Sessões dias 25 e 26 de junho – quarta e quinta, às 8h30

Com quatro ficções, a sessão propõe reflexões sobre amizade, memória, aventura e descobertas da adolescência.

  • Papagaio verde, de Anderson Lima
  • Pra morrer basta estar vivo, de Francisco Xavier
  • Caracóis, de Bia Lobo
  • Carrinho de Rolimã – Uma aventura em alta velocidade, de Rafael Nzinga

Faixa etária a partir de 14 anos

Sessão dia 29 de junho – domingo, às 8h30

Os filmes selecionados abordam relações humanas, afetos e experiências juvenis em narrativas contemporâneas.

  • À primeira vista, de Antonio Fargoni
  • Ciranda, de Eduardo P. Moreira
  • No outro lado da linha, de Kevin Martins Ferreira

INFORMAÇÕES

Programa Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema
Inscrições gratuitas até 10 de junho pelo site oficial:
www.cineop.com.br

Fonte: Assessoria Universo Produção