Cerimônia na próxima quinta, 25, na Praça Tiradentes, reúne artistas, estudantes da UFOP e convidados em espetáculo que ilustra o conceito “Um país existe nas imagens que preserva”
Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, a mineira Ouro Preto recebe, a partir do próximo dia 25 e até 30 de junho, a 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, principal evento brasileiro dedicado à preservação, história e educação audiovisual. Com programação inteiramente gratuita, a mostra ocupa diferentes espaços da cidade com exibições de filmes, debates, encontros, atividades artísticas, lançamentos e apresentações musicais.

A cerimônia oficial de abertura acontece no dia 25 de junho, às 19h30, no Cine-Praça, montado na Praça Tiradentes, com uma performance audiovisual concebida por Chico de Paula e Raquel Hallak e dedicada à celebração dos temas que orientam esta edição. Na Preservação, a temática é “Primeiros gestos na preservação audiovisual: práticas, memórias e futuro”; na História, “Como elas começaram? Memórias do primeiro filme”; e na Educação, “Primeira vez: cinema, descoberta e invenção”. Na abertura acontece ainda a homenagem à cineasta Helena Solberg, uma das pioneiras do cinema dirigido por mulheres no Brasil. Ela estará presente para receber o Troféu Vila Rica e terá parte de sua obra exibida durante o evento.
A performance audiovisual da abertura este ano pretende traduzir por sons, músicas, imagens e movimentos as reflexões propostas pelas curadorias do evento e tem por ponto de partida a ideia de uma primeira experiência audiovisual e dos instantes que antecedem a criação.
Em diálogo com o tema central da edição, “Um país existe nas imagens que preserva”, a apresentação vai percorrer simbolicamente os gestos fundadores da vida, do cinema e da memória, estabelecendo conexões entre os três eixos temáticos da Mostra, segundo o diretor Chico de Paula.
“Todas as três abordagens da mostra têm uma afinidade na proposta de cada uma. A gente construiu a abertura desse ano muito baseada nessa questão da primeira vez, da primeira experiência, do primeiro momento, do momento que antecede o fato, o acontecimento”, afirma ele. “Tem um repertório muito amarrado com as temáticas, com cada tema, com cada momento. Então, a gente vai partir da criação do mundo, da criação do cinema, da criação da vida”,
A performance vai se voltar ainda à presença feminina nos processos criativos, em referência à Temática Histórica. “A abertura está construída nesse sentido e também com um olhar muito atento para a mulher nos seus primeiros momentos criativos, entendendo a criação como um ato feminino”, destaca Chico.
Diversos artistas e criadores ligados às artes de Minas Gerais vão estar na apresentação, incluindo como músicos, atores e estudantes do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), numa integração desejada pela equipe artística desde edições anteriores. Além disso, fazem parte do line up o músico e compositor André Pelisser; a cantora e atriz Eda Costa; o ator e cantor Fábio Pádua; o músico e compositor João Avelar; a atriz, diretora e professora Maíra Lana; a cantora e atriz Thaiz Cantasini; e o ator e cantor Tiago Valentim. A condução da cerimônia será do ator e dramaturgo David Maurity, e a trilha sonora ao vivo será executada pela DJ Fê Linz. As intervenções visuais são assinadas pelo VJ Gabriel Fix.
Em seguida à cerimônia, o público na praça vai assistir à sessão especial dedicada à homenageada Helena Solberg, com os curtas-metragens “A Entrevista”, de 1966, considerado um marco do cinema feminista brasileiro, e “Meio-Dia”, de 1970. Ambos sintetizam os primeiros movimentos de Solberg e dialogam diretamente com as reflexões propostas pela edição.
A noite segue no Cine Lounge Show, com as apresentações do DJ Pátrida e sua discotecagem digital de música eletrônica e grooves brasileiros; e depois a banda Tropikaus e o repertório de clássicos brasileiros e canções regionais.
Fonte: Assessoria Universo Produção
Foto destaque: 19ª CINEOP-Leo Lara Universo Produção


